terça-feira, 12 de abril de 2016

Curiosidades: Refeições em um restaurante chinês

Na  China, é costume de quase todos os brasileiros (e chineses obviamente) após um longo passeio conhecendo novos lugares, ou até mesmo para reuniões de negócios frequentar alguns típicos restaurantes chineses para reporem suas energias, dar boas risadas e quem sabe sair com um negócio engatilhado.

A comida chinesa não chega a ser extraordinariamente saudável, dependendo do prato é um pouco gorduroso e oleoso, conta com muitas frituras, mas com certeza não deixa de ser uma ótima refeição, pois a maioria dos pratos contém muitos legumes e verduras e peixes. 

Os pratos também por ser compostos por muita variedade de alimentos se tornam uma fonte rica em vitaminas e proteínas.

Pra quem nunca almoçou ou jantou em um restaurante tipicamente chinês, certamente ficara com um pé atrás em sua primeira visita. Seus hábitos e costumes são diferentes, o comportamento dos restaurantes chineses difere dos restaurantes comuns, mas depois que você entende essa experiência se torna realmente gostosa e viciante.

Mímica e Comunicação

Geralmente os cardápios dos restaurantes chineses são de difícil leitura, muitas vezes possuem erros de português, alguns são traduzidos para o inglês, mas quase todos tem algo em comum: As fotos dos pratos!

É importante dizer que é  realmente difícil os itens do menu serem bem explicados no que diz respeito ao que vem na receita ou ao preparo da mesma.

Comunicar-se com os garçons também não é tarefa fácil, às vezes precisamos fazer mímica ou até arranhar o chinês (para quem já se aventurou). Uma dica para aqueles que ainda não conhecem e querem arriscar é, quando for pedir um prato, evite fazer muitas perguntas, tenha em mente do que você já quer. Por exemplo, se algum prato da mesa ao lado chamar atenção e despertar curiosidade, aponte para ele ao invés de tentar explica-lo, não tenha receio em fazer isso!

Mesas Redondas e giratórias

O mais legal dos restaurantes Chineses são certamente suas mesas giratórias redondas, que cabem em média 8 pessoas. 

É um costume Chinês ir almoçar/jantar em família, por isso é difícil ir a um desses restaurantes em 1 ou 2 pessoas até pela porção que você receberá (um tanto generosa). O ideal é ir sempre em quantidade, quanto mais pessoas, mais barato fica e mais diversidade de pratos você poderá pedir e experimentar, essa é a parte mais legal.

O Chá é de graça e a melancia também

Outro costume desses restaurantes é não cobrar pelo Chá ( a não ser que seja um chá especial). O chá se pede antes do prato principal e a sobremesa ( que muitas vezes é laranja ou melancia) no final.


Alguns restaurantes chineses costumam servir alguns aperitivos na mesa, as vezes amendoim salgado, amendoim apimentado, conservas de nabo, pepino e etc, mas não se preocupe... não é cobrado nada por este serviço :)

Não precisa pagar os 10%

Além de servirem o couvert, o chá e a melancia de graça, você ainda não precisa pagar a taxa de serviço, o que eu particularmente acho mais do que certo, se você está em um restaurante, ele já deveria cobrar o seu preço total, não acham?

Diversidade e variedade

São muitas as opções de pratos, os chineses realmente possuem muita variedade de pratos em suas cozinhas. 
O cardápio é geralmente dividido em massas (macarrão, bolinhos), carnes (vaca, frango, peixe, porco, e especiais), sopas, frutos do mar, legumes e entre outras. Então o legal quando se vai pela primeira vez é experimentar de tudo um pouco. Comece pelo chá, depois pela sopa, seguido das massas, peixes, carnes e por fim o docinho :D

Os restaurantes chineses são sujos?

Sobre a higiene, é bastante comum ouvir que os restaurantes chineses são bem sujos, tem até um caso que passou na TV sobre alguns caranguejos que foram encontrados no banheiro de um restaurante da Liberdade (bairro de São Paulo), que mais tarde, teve que ser fechado.

Também tem muitas historias dos atletas que foram treinar na China e que compartilharam para nós muitos comportamentos estranhos, que realmente é de espantar qualquer um, principalmente pra nos brasileiros que não estamos acostumados com esse tipo de coisa. Se o brasileiro tem aquele terrível e famoso “jeitinho brasileiro de resolver as coisas” pode ter certeza que os chineses também têm.

Entretanto, os restaurantes aparentam sempre estar organizados, sempre com banheiros limpos e com sabonetes, mesas limpas, pratos limpos e com hachis lacrados. 

Além disso, nunca alguém chegou a se queixar de passar mal.

O que eu recomendo é que deve-se arriscar SIM!!! Sempre!!!! Porém tomando cuidado com os frutos do mar pois se você possuir estômago sensível talvez 
possa sentir algum desconforto, alergias, enfim...

Posso falar por mim, que em 3 anos e meio na China, nunca passei mal com absolutamente nenhuma comida chinesa, agora brasileira....

O que acontece muito é que muitas pessoas não estão acostumadas a esse meio e confundem alguns comportamentos e hábitos dos chineses com má educação. 

Se você está esperando um restaurante chique, com garçons bem vestidos e linguajar refinado você já pode parar por ai. Como já abordamos, os restaurantes típicos são geralmente de famílias e para famílias e por isso não tem todo esse arranjo e preparo.Os restaurantes são mais barulhentos, eu diria que, para um jantar romântico é uma péssima ideia, mas para um jantar entre amigos e se divertir é uma excelente ideia, devido a descontração e ambiente divertido, pode rir e conversar alto à vontade.

Claro que esses detalhes variam de acordo com o lugar e horário que você vai, geralmente os restaurantes costumam ficar mais cheio no período da noite, entre às 18 e 20 horas.
Restaurante Chines
Se não gostar da experiência não encare a situação com um desgosto, mas sim como um conhecimento a mais, com certeza vale a pena o risco!

Experimentar coisas novas, sendo boas ou não é sempre divertido :)

Só mais uma dica, leve dinheiro vivo, pois na maioria dos restaurantes é difícil de aceitaram cartões de crédito e vale refeições.


一顿丰盛的晚餐。Yī dùn fēngshèng de wǎncān.
好午餐。Hǎo wǔcān.

常回来看看!Cháng huílái kàn kàn!


domingo, 10 de abril de 2016

Curiosidades sobre a culinária japonesa


Irashaimase! 

Com certeza você já ouviu essa saudação ao entrar em um restaurante japonês. Ela significa “seja bem-vindo”. O cliente não precisa dizer nada em resposta, somente um leve aceno com a cabeça.

Point dos restaurantes


Os restaurantes japoneses surgiram no século 18. 
A cidade com mais restaurantes no mundo era Edo, atual Tokyo, com nada menos que 6.665 estabelecimentos em 1804.

Origem do sushi


O sushi foi criado quase que acidentalmente. No início era apenas uma forma de conservar o peixe, que era prensado com sal e fermentava por alguns dias antes de ser consumido, somente nos últimos 100 anos o sushi deixou de ser um método de preservação do peixe e se transformou no prato que conquistou o Japão e o mundo.

Missô diferente


Para produzir o missô (pasta de soja) no Brasil, os primeiros imigrantes japoneses não contavam com os principais ingredientes: soja, trigo e sal, eles foram substituídos por milho, melaço de cana e glutamato monossódico, uma fórmula famosa até hoje, criada por Suekichi Nakaya.

Ovo cru


Alguns pratos típicos japoneses são degustados acompanhados de ovo cru. É o caso do sukiyaki. 
Cada pessoa que vai comer o Sukiyaki coloca um ovo cru em um chawan e bate, depois mergulha carne e legumes grelhados nessa mistura antes de levá-los à boca.

Café da manhã


O choshoku, café da manhã tradicional japonês, é uma refeição completa. 
Tem missoshiru, arroz, salmão grelhado, alga, picles e soja fermentada. 
Para beber, chá verde ou chá preto.

Nada de carne


O consumo de carne de aves, porco e boi foi abolido no Japão por 1.197 anos (de 676 até 1873). 
Dentre os animais poupados do abate estava o galo, que era considerado um mensageiro dos deuses. 
As carnes de coelho e javali eram permitidas em raras situações. 
O peixe era a única carne liberada e seu consumo aumentou notoriamente.

Origem portuguesa


A palavra tempurá pode ter vindo do português tempero, ou têmpera, uma panela semelhante a uma chapa usada pelos portugueses. 
Na segunda metade do século 16, comerciantes e missionários portugueses aportaram no Japão levando os costumes ocidentais, entre eles o de fritar alimentos.

Invasão gaijin


No fim dos anos 70, os ocidentais começaram a freqüentar o bairro da Liberdade, em São Paulo, em busca das delícias da culinária nipônica. 
A preocupação com a saúde e uma alimentação saudável provoca uma mudança no estilo de vida da classe média. 
O peixe vira a grande atração e começam a surgir restaurantes japoneses em bairros como Bela Vista, Paraíso, Cerqueira César e Jardins.

Para que serve?


A princípio, trata-se de um guardanapo, maaaaas … quente e úmida? 
A toalhinha (oshibori) que alguns restaurantes disponibilizam serve para limpar as mãos antes das refeições. 
No Japão, os clientes vão além, limpando o rosto e a testa. Depois de usá-la, nada de mantê-la no colo. Coloque-a sobre a mesa, sem dobrar. Normalmente os garçons retiram a toalha usada repondo sempre uma quentinha sobre a mesa.

Na medida


No Japão, nos kaitenszuhis (sushis servidos em balcão giratórios) os clientes pedem diretamente ao sushiman o sushi que desejam. 
Ao preparar o bolinho de arroz, o sushiman olha para a boca do cliente e faz o sushi na medida para ser comido de uma vez só, bacana né? :)

Elegante


Quer mostrar elegância e educação japonesa à mesa? 
Antes das refeições pronuncie “itadakimassu”, que significa “muito obrigado, vou me servir”. 
A expressão indica que você agradece pela oportunidade de saborear a refeição a todos que de certa forma a propiciaram: o pescador que pegou o peixe, o sushiman que o preparou e o garçom que está lhe servindo. 
Ao terminar, diga “gochisousama”, que é um elogio ao prato consumido.

Somente seu


Os recipientes para shoyu, wasabi e outros temperos são individuais, portanto não devem ser compartilhados com outras pessoas. 
Também não coloque shoyu a ponto de transbordar nem deixe grãos de arroz no recipiente, afinal é apenas o peixe que deve ser molhado, e isto é regra!!!

Segredo dos monges


Um dos itens básicos da culinária japonesa é o missô, a pasta de soja. 
No início, seu preparo era um segredo guardado a sete chaves pelos monges budistas e nobres. 
O missô somente passou a ser utilizado na culinária diária no período Nara (710 a 784), mas apenas por essas duas classes sociais.
A popularização se deu bem depois, no período Muramachi (1392-1573), onde passou a fazer parte do cardápio nacional. 
Os japoneses fizeram missô em casa até o século 17, quando ele começou a ser industrializado.

Dia do sushi


O sushi é um prato tão querido no Japão que tem até data para ser reverenciado. 
Dia 1º de novembro é comemorado o Dia do Sushi, que faz parte do calendário gastronômico japonês.

Universo Lámen


No Japão, há tantos tipos de lámen que eles ocupam corredores inteiros nos supermercados. 
Há restaurantes especializados em lámen e até um museu, o Shin Yokohama Ramen Museum, que fica na cidade de Yokohama. Quem nunca provou um Lámen (verdadeiro) prove! É o meu preferido e é uma delííícia!!!!!!!!

Refrescante


Muita gente já foi ao restaurante japonês e ficou se perguntado o que seria aquela conserva de gengibre que acompanha os sushis. 
É o gari, sua função é refrescar o paladar, assim, é possível distinguir com exatidão os sabores de cada tipo de sushi.

Pecado mortal


Por mais saborosa que a comida esteja, é completamente errado chupar ou lamber os hashis.
Do mesmo modo não se usa os palitinhos para apontar pessoas ou alimentos, gesticular com eles na mão ou espetar a comida. E mais uma vez, isto é regra!!

Gohan?


O arroz chegou ao Japão em 2500 a. C. proveniente da China e Coréia ( que por sinal é maravilhoso).
Antes disso, a dieta japonesa se baseava em caça, pesca e coleta. 
A palavra japonesa para arroz é gohan, que significa tanto o alimento quanto uma refeição.

Clube do bolinha


O preparo do sushi é uma atividade tipicamente masculina. 
O motivo é que a temperatura das mãos das mulheres, tidas como mais quentes que as dos homens, poderia alterar o sabor do peixe.




Espero que tenham gostado de algumas curiosidades :)




Fonte: Restaurantes japoneses

terça-feira, 29 de março de 2016

Receita: Salmão com abacate ao molho Thai

Esta é uma receita super fácil, prática e muito gostosa de fazer ( e de comer também hehe) :).

Ela pode ser servida como uma entrada ou uma pré entrada (se for feita em mini porção), vamos lá então?

Ingredientes:

-2 colheres de chá de açúcar mascavo
-1 colher de sopa de óleo de gergelim
-1 colher de sopa de shoyo
-Suco de 1/2 limão 
-Raspas de 1/2 limão
-1 unidade de pimenta malagueta
-Pimenta preta moída na hora
-Azeite de oliva
-1 unidade de abacate médio
-300g de lascas de salmão defumado

Modo de preparo:

Para o molho thai:

1- Pegue metade da pimenta malagueta, retire as sementes e corte em brunoise. Reserve a outra metade da pimenta em fatias para decoração.
2-Em um bowl, misture o açúcar mascavo, o óleo de gergelim, o shoyo, o suco de limão, as raspas de limão, pimenta preta moída na hora e metade da pimenta malagueta. Reservar.

Montagem do prato:

1- Corte o abacate em fatias finas ( ou meia lua). Reserve.
2- Coloque as fatias de abacate dispostas em um prato branco.
3- Em cima do abacate, disponha as lâminas de salmão defumado.
4- Por último regar com o molho thai e decorar com a pimenta e fios de azeite de oliva



DICA: Você pode acrescentar no molho thai o coentro fresco picado, ou somente utilizá-lo na decoração do prato.

Pode também ser decorado com salsinha, cebolinha, e gergelim!


O molho eu "recriei" baseado na culinária tailandesa e chinesa, mas você pode usar a sua criatividade e adicionar ao molho ervas e especiarias de sua preferência.

Espero que tenham gostado e até a próxima!

segunda-feira, 7 de março de 2016

Receita: Zabaione

Nestes últimos dias venho estudando muito sobre os ovos. 
O poder que um ovo tem de emulsificar, de passar sabor, leveza, textura e etc.

Existem várias preparações que poderiam ser citadas sobre este poder de transformação, porém acho que um ótimo exemplo é o Zabaione :)

Zabaglione ou zabaione, como também é escrito, é uma sobremesa italiana feita a partir de gemas de ovos, açúcar e vinho (normalmente o Marsala) levado ao fogo até virar uma espuma cremosa que é, geralmente, servida em taças. 
Muitas pessoas não gostam do seu gosto, porém todos deveriam experimentar pois é um clássico da culinária italiana que também é usado como base de mousses.

A arte de prepará-lo era conhecida pelos cozinheiros que acompanharam a Catarina de Médicis quando ela foi para a França casar-se com Henrique de Orléans, futuro rei. Catarina tinha apenas 14 anos. 
Esta receita era originalmente uma bebida quente feita de cerveja ou vinho, engrossado com gemas de ovos e adoçado com açúcar ou mel.

Na França, o nome sabayon também é aplicado a uma molho salgado, do tipo mousseline que é muitas vezes feito com champanhe, para servir peixes ou crustáceos.


Ingredientes:

- 47g de gemas 
- 42g de açúcar  

- 100ml de vinho Moscato seco

Modo de preparo:

1- Em um recipiente colocar as gemas com o açúcar e bater com o fuet até obter uma mistura dobrada( que dobrou de tamanho) e fofa. 

2-Acrescentar o vinho e misturar bem. 

3-Colocar o recipiente em banho-maria sobre o fogo brando e continuar batendo até o creme começar a engrossar. 

4-Assim que a mistura dobrar de tamanho está pronto para ser servido.




Observações: O vinho pode ser substituído por café frio concentrado,  vinho Madeira, vinho do Porto e Sherry.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Receita: Vinagrete de Framboesa

Ingredientes:


-1 unidade de limão siciliano
-1/2 dente de alho
-40g de framboesa congelada
-5g de mostarda (dijon ou extra forte em grãos) 
-20ml de azeite de oliva
-Sal
-Pimenta-preta moída
-Açúcar

Modo de preparo:  

1-Raspe a casca do limão e esprema metade dele; 
2-Pique o alho em petit brunoise;
3-Esmague a framboesa e misture-as com o limão.
4-Misture a mostarda com o azeite, o alho e após junte à mistura da framboesa;
5-Acerte o sal e a pimenta. 
6-Se necessário acrescente um pouco de açúcar.

DICA: Além deste vinagrete ser utilizado em saladas, pode-se  utilizar em peixes e frutos do mar.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Técnica: Sous vide

Se você é um chef, já ouviu pelo menos falar do sous-vide. Se você é um amante da gastronomia, também. Mas para a maioria das pessoas, assim como a pouco tempo para mim, esta técnica de cozinhar alimentos ainda é estranha.


Alguns acham que é um método de cocção muito difícil, outros acham que é muita tecnologia para a cozinha e outros acham que é uma técnica maravilhosa. 


Em 1974 o francês George Pralus cozinhou pela primeira vez um produto embalada o vácuo, dando o nascimento ao Sous Vide ou método de cozinhar a vácuo.

Sous-vide, em francês, quer dizer “sob vácuo”, e refere-se a um método de cozinhar em sacolas plásticas seladas a vácuo ou vidros em baixas temperaturas por um longo tempo. O tempo pode variar entre 2 horas e 72 horas e a temperatura precisa ser estável, normalmente entre 40°C e 70°C, dependendo do que será cozido. 


O objetivo da técnica é manter a integridade do alimento, evitando a perda de umidade e do sabor.


Estes equipamentos profissionais podem custar alguns dólares, mas teoricamente é possível fazer em casa com máquinas de embalar a vácuo e água morna monitorada por um termômetro comum. ( Eu não faria pois prefiro a praticidade haha)


Para utilizar esta técnica existem alguns passos:

  1.  Preparar o alimento;
  2.  Embalar a vácuo;
  3.  Cozinhar em temperatura controlada em banho maria;
  4.  Resfriamento rápido para parar cocção.


Podemos servir o alimento instantaneamente, armazenar para uso posterior ou finalizar de alguma maneira, terminando a sua cocção.


Para trabalhar com esta técnica são necessários alguns materiais como:

Máquina de embalar a vácuo: Existem hoje no mercado muitos modelos destas máquinas e dos mais variados preços.
Embalagem: Normalmente são usados sacos plásticos especiais para vácuo, que aguentam temperatura para que a solda não se solte.



Thermocirculador: É o aparelho que esquenta e esfria permitindo programar a temperatura da água com exatidão. 






Repare na foto abaixo:











A carne da esquerda foi preparada usando um método tradicional de grelhar. Já a carne da direita foi preparada através da técnica sous-vide.


Repararam alguma diferença? 


Enquanto a carne da esquerda parece mais seca e apenas a parte central está avermelhada, a carne da direita apresenta um aspecto uniforme, cor uniforme e maior umidade.


Porém, há um problema: No caso dos filés, quando cozidos em sous vide, a aparência exterior não é bonita, possui um aspecto pálido, sem vida já que 
obviamente foi preparado em banho maria. 


Por isso, o recomendado seria retirá-lo um pouco antes de chegar ao ponto desejado e finalizá-lo selando na chapa/grelha/sautese. O tempo será curto, apenas para deixar a carne com aquela aparência que aguça nossos paladares!



Pode ser preparado com o método sous vide tanto carnes (peixe, bovino, frango) quanto vegetais. No caso de vegetais, a vantagem do método sous-vide é que ele possibilita que os vegetais mantenham uma textura firme e mais crocante.


Outra vantagem do método é que temperos terão um sabor mais intenso, já que o tempo de cozimento é maior e o tempero terá mais tempo de interagir com o alimento.


Alguns chefs de três estrelas Michelin vêm tirando vantagens do sous vide por décadas, e chefs americanos por vários anos. Agora, cozinheiros domésticos que querem preparar refeições deliciosas também podem começar a tirar proveito dos benefícios dessa técnica.







Fontes: Superchefs, 
Douglasbaldwin, 
Gastronomylab, 
Wikipedia, 
Cozinhatécnica, c
hef profissional.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Técnicas: Cortes de vegetais e legumes

Hoje depois de quase seis meses sem postar nada no meu blog (devido a problemas técnicos no computador), entrei e resolvi olhar todos os post que eu havia feito até hoje nestes cinco anos.

Percebi, que os primeiros post que eu havia feito foram sobre fundos, bases, caldos, receitas clássicas e etc. Acabei me esquecendo da primeira lição que é aprendida na faculdade após os fundos: Cortes de legumes e vegetais.

Então, neste post, falarei um pouquinho dos cortes mais conhecidos que atualmente são aplicados em diversas receitas, e quando vocês forem ler alguma delas já reconhecerão de qual se trata :)

Primeiramente é importante que os cortes sejam uniformes no tamanho e na forma, para que cozinhem por igual e tenham um visual bonito na apresentação dos pratos.

Um bom profissional deve dominar as técnicas de corte e isso é adquirido com muito treino e tempo, é necessário que o foco seja na perfeição do resultado. É imprescindível uma faca de qualidade e bem afiada!!!

Brunoise: Traduzindo para o português, são nada mais que pequenos cubos regulares com arestas:

·         Brunoise fino: 1,5mmx1,5mmx1,5mm
·         Brunoise: 3mmx3mmx3mm.


       Cubos pequenos: Arestas de             6mmx6mmx6mm.
       Cubos médios: Arestas de 1cmx1cmx1cm.
Cubos Grandes: Arestas de 2cmx2cmx2cm.




Julienne: Formato de bastões finos e regulares, tamanho equivalente a um palito de dentes.
Julienne fina: 1,5mm x 1,5mm x 3 a 5 cm de comprimento.
Julienne/allumette: 3mm x  3 mm x 3 a 5 cm de comprimento.



Batonnet:  Formato de bastões grossos e regulares. (6mm x 6mmx 5 a 6 cm de comprimento).


Chiffonade: Este é o corte mais utilizado pelas donas de casa. Nada mais é do que o corte de folhas em tiras muito finas e regulares. Basta você empilhar as folhas, fazer um rolo bem apertado e cortar em tirinhas finíssimas.


Château ou Tourner: São legumes torneados (normalmente batata) com aproximadamente 50mm de comprimento e com 7 lados. Este era um corte muito utilizado antigamente e principalmente na França, pois sua estética é bonita. O lado ruim deste corte é que há muita perda da batata.


Tomate Concassée: Tomate sem pele e sem semente, cortado em pedaços, geralmente cubos médios e de tamanho regular.

Modo de Preparo:

-Retirar o “umbigo” do tomate.
-Fazer um corte superficial em forma de “x” na parte inferior do tomate.
- Colocar em água fervendo.
-Depois de poucos segundos a pele começa a se soltar, retire-os e coloque-os imediatamente em água com gelo.
-Retirar a pele.
-Cortar transversalmente, retirar as sementes e picar em cubos médios ou pequenos.





É importante ressaltar que a padronização dos cortes não ajuda somente na estética do prato, como também, garante que o alimento cozinhe por igual de todos os lados.
Quanto menor o corte que será utilizado, mais perda de nutrientes terá. Por isso, se prefere manter todas as propriedades do alimento procure utilizar cortes maiores.

Espero que tenham gostado :)